Aprenda a Amar a Si Mesmo: 3 Passos para Melhorar sua Autoestima Instantaneamente

“Ser belo significa ser você mesmo. Você não precisa que outros o aceitem. Precisa aceitar a si mesmo.” — Thich Nhat Hanh

No que se refere à autoestima, minha jornada foi cheia de obstáculos. Eu sofri muito bullying durante todos os meus anos na escola e, em consequência disso, cresci intensamente insegura e autocrítica.

Eu constantemente media meu próprio valor com base nas opiniões de outros e, quando não havia opiniões disponíveis, simplesmente preenchia as lacunas imaginando o pior.

Quando cheguei aos vinte, media meu valor em termos de popularidade, meu sucesso em comparação com meus amigos, minha aparência e minha vida amorosa.

Um dia em que meu cabelo não ficava bom era uma catástrofe — eu me sentia instantaneamente feia, indigna de amor e solitária. Tudo dependia do meu desejo de estar à altura dos outros e, se eu achasse que não estava (o que normalmente acontecia), repreendia e importunava a mim mesma.

Era como se houvesse dentro de mim um vulcão fervendo com autodesprezo que podia explodir em puro ódio a qualquer momento. Como não gostava de mim mesma, estava sempre procurando uma validação externa, outra pessoa que pudesse me fazer feliz e completa de novo.

Olhando para trás, penso que foi por isso que eu achava tão difícil ser solteira. Não tinha aprendido a gostar de mim mesma, então fazia perfeito sentido que não ter companhia me deixaria desconfortável.

Em 2009, tudo isso chegou a um ponto crítico, quando passei pelo que só pode ser descrito como um catastrófico colapso — ou descoberta, como prefiro dizer.

Finalmente busquei tratamento para meu trauma, o que me ajudou a desenvolver autoestima. Fui muito privilegiada de ter tido acesso a tratamento de primeira classe; porém, os passos que tomei para superar minha baixa autoestima — os mesmos que estou compartilhando com vocês — podem ser tomados por qualquer pessoa que tenha acesso a um caderno e uma caneta.

Passo 1: Crie um registro de qualidades positivas.

O maior passo que dei rumo a aprender a amar a mim mesma foi me relembrar do tipo de pessoa que podia ser.

É surpreendentemente simples, eu sei, mas ao mesmo tempo desafiador se você não gosta muito de si mesmo. Eu lembro de lutar para pensar em qualidades positivas que pudesse honestamente afirmar que possuía e tentar silenciar meu crítico interior, que menosprezava cada qualidade que me vinha a mente.

Quanto mais persistia, mais fácil era me lembrar das minhas qualidades, uma por uma. Se achar isso difícil a princípio, não desista — confie em mim, você terá resultados.

Em essência, você está treinando o seu cérebro a procurar evidências que apoiem um nível maior de autoestima, e esse exercício é extremamente eficiente. Tenha por meta colocar no papel apenas 15 qualidades positivas relacionadas com seu caráter.

Ao reler minha lista, lembrei que eu tinha qualidades de que gostava e tinha orgulho. O processo de escrever tinha me reassegurado de que, afinal, eu tinha valor. Revisei então minha lista e anotei exemplos de quando eu tinha demonstrado aquelas qualidades.

Não é preciso fazer isso com todas as 15 qualidades. Apenas escolha suas cinco favoritas da lista e anote ocasiões em que demonstrou essas características a outras pessoas.

Quando fiz isso com meu próprio registro de qualidades positivas, eu realmente tive que procurar exemplos, mas o senso de validação que senti valeu muito a pena. Agora eu tinha provas concretas de possuía as qualidades que tinha atribuído a mim mesma — uma poderosa ferramenta para silenciar meu crítico interior!

Passo 2: Crie um diário de atividades para realizações, diversão e descanso.

Este foi de longe o passo que teve o maior impacto na minha autoestima. Eu recebi instruções de fazer anotações diárias de minhas tarefas e atividades, marcando “R” (de Realização), “E” (de Entretenimento) ou “D” (de Descontração) ao lado de cada uma. Também fui orientada a classificar mesmo coisas pequenas como “R”, para desenvolver minha autoconfiança antes de alistar tarefas maiores.

Essas instruções simples transformaram a maneira como eu encarava meu tempo e, mais importante, a maneira como encarava o autocuidado. Eu não achava mais que o entretenimento e a descontração fossem coisas frívolas ou insignificantes. Eu os via agora como tão válidos quanto outras tarefas e um uso importante do meu tempo.

Dia após dia eu marquei os RR, EE e DD no meu diário, e quase imediatamente minha confiança e autoestima aumentaram. Eu tinha um senso de realização e orgulho íntimo por saber que estava cuidando de mim mesma e sendo produtiva. Além disso, a confiança nas minhas capacidades aumentou 10 vezes.

Eu comecei a me divertir sem me sentir culpada e redescobri a alegria que isso traz. Descobri o que eu achava relaxante e fiquei mais calma em resultado disso.

A verdade é que esses mesmos benefícios estão disponíveis a você agora mesmo. Você só precisa de um diário e uma caneta — nada chique, apenas um lugar para anotar duas tarefas por dia. Anote uma Realização e uma atividade de Descontração ou uma de Entretenimento. Daí, sinta o prazer de ver sua autoestima aumentar.

Passo 3: Ajuste crenças centrais negativas.

O problema com crenças centrais (core beliefs, em inglês) é que cremos nelas profundamente. Não é de admirar que uma das minhas crenças centrais negativas fosse que eu era indigna de amor. A primeira coisa que fiz foi colocá-la no papel e questioná-la para descobrir uma crença central mais realística e equilibrada.

No início foi difícil, mas depois de um tempo eu cheguei à seguinte crença: “Posso não ser perfeita, mas existem muitas pessoas que me amam e acham que mereço amor.” Essa sem dúvida era uma crença mais precisa e equilibrada, uma que eu faria bem em adotar.

Depois, escrevi a nova crença central equilibrada no alto de uma página e dividi o espaço abaixo em duas colunas. No topo de uma, escrevi: “Evidências da nova crença central — passado e presente”, e no topo da outra: “Evidências da nova crença central — futuro.”

A seguir, alistei todas as provas da minha nova crença central até aquela data.

Alistei todas as pessoas que eu sabia que me amavam. Alistei minhas qualidades positivas como características amáveis e exemplos de quando outros foram amorosos comigo. Na segunda coluna alistei: perceber quando me derem elogios, prestar atenção a gestos amorosos e tomar nota quando alguém me disser “Eu amo você.”

Quanto mais refletia nas provas, menos eu acreditava que era indigna de amor, e a minha nova crença central realística e equilibrada assumia mais peso. De repente, me senti mais leve, até aliviada, como se tivesse acabado de acordar de um pesadelo que não tinha mais lugar na realidade.

Por natureza, crenças centrais são profundamente arraigadas, mas se você revisar regularmente suas anotações das provas da sua nova crença central, também poderá se libertar!

Fico feliz de dizer que o tempo de insegurança e autocrítica que vivenciei aos vinte e poucos anos agora parecem uma memória distante. Sou mais bondosa comigo mesma. Perdoo mais minhas falhas e não penso que elas equivalham ao meu valor.

Às vezes, quando me sinto especialmente confiante, até saio sem maquiagem — só para provar a mim mesma que posso fazer isso e que sou mais do que a soma da minha aparência.

O que outros pensam de mim não me incomoda mais como antes, porque hoje sei que sou uma pessoa amorosa, bondosa e generosa, que tem muito a oferecer.

Conforme escrevo estas palavras, o texto soa arrogante, mas é nisso que acredito e assim é o meu diálogo interno agora.

Não me entenda mal, meu crítico interior ainda mostra a cara de vez em quando; mas agora tenho uma grande variedade de munições para disparar nele.

Por seguir esses passos, você vai acumular seu próprio arsenal para lançar no seu crítico interno, para que também seja silenciado e para que, como diria Thich Nhat Hanh, você aceite a si mesmo — de todo o coração e por completo — como a linda pessoa que nasceu para ser.

 

Artigo Orginal:http://tinybuddha.com/blog/3-steps-instantly-boost-self-esteem/

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