Como a Concentração Extrema Pode Mudar Sua Vida.

Desde os meus 14 anos, sonho ter uma vida de sucesso. Fui exposto a ideias de empreendedorismo pela primeira vez no ensino médio, mas nunca entendi de verdade o que isso envolvia.

Só sabia que desejava causar impacto na vida de outros. Queria criar algo de que pudesse sentir orgulho para sempre.

Eu tinha uma sensação que não conseguia compreender. As pessoas que chegavam lá pareciam diferentes – pareciam feitas de outro tipo de material.

Quanto mais tempo eu passava com aqueles que considerava bem-sucedidos, mais aprendia sobre seus processos mentais – e não pareciam ser normais.

Os pensamentos deles eram bizarros e, às vezes, um pouco irrealistas – mas eu adorava isso, porque parecia que o raciocínio deles estava muito acima do de uma pessoa comum.

Mas eu estou me adiantando.

Hoje, quero compartilhar uma história muito pessoal, com a esperança de que ela inspire você a fazer o que talvez jamais pensasse ser possível.

Quero que você pense a respeito de por que está aqui e o que é que deseja acima de tudo o mais. Meu alvo é incentivá-lo a nunca desistir de fazer exatamente aquilo pelo qual é mais apaixonado, independentemente das circunstâncias.

Este fato não muda: nada que vale a pena é fácil de obter.

Se fosse, todas as pessoas teriam vidas felizes e confortáveis, sem preocupações ou estresse. Mas se esse fosse o caso, qual seria o objetivo de perseguir corajosamente os seus sonhos?

Aqui vamos nós.

Começa a batalha

Lá no início de 2005, eu estava prestes a me formar no ensino médio. Eu havia me candidatado a uma vaga numa faculdade local – a Universidade do Arkansas – e fui aceito. Estava a caminho de estudar biologia na minha graduação. Depois, planejava viajar umas 3 horas para o sul, para concluir minha graduação na escola de farmácia em Little Rock.

Mas havia um problema: eu não queria estudar biologia. Foi por pressão externa, e eu finalmente contei aos meus pais que não queria essa carreira.

Dei a notícia durante o jantar. Disse que queria estudar outra coisa que não fosse ciências, e começou a guerra. Minha mãe me apoiou; meu pai, não.

O problema era que nenhum dos dois tinha feito faculdade – por isso, o sonho deles era eu conseguir um diploma impressionante. Porém, eu imaginava que no futuro esse campo de estudo só geraria ressentimento e falta de senso de realização.

Durante o próximo semestre, apenas estudei matérias que eram pré-requisitos gerais – vagando sem rumo pelo mundo acadêmico. Eu tinha uma ótima vida social, entrei para uma fraternidade e fiz muitos amigos. Mas não importava o que eu fizesse, ainda me sentia vazio.

Eu não estava fazendo a diferença. Minha existência não parecia ter muito significado.

No semestre seguinte, cultivei a ideia de sair do noroeste do Arkansas por um tempo. Eu havia morado lá a vida inteira e precisava de um desafio. Precisava de uma mudança de ritmo – uma mudança de cenário.

Ou eu teria sucesso, ou fracassaria.

Depois de visitar Nashville naquela primavera, fui aceito na Universidade Belmont e fiz planos para me mudar.

Durante minha primeira visita, conheci alguém que hoje é um dos meus melhores amigos e mentores.

Vou falar mais a respeito disso depois.

Grandes lições nem sempre são óbvias

Quando aquele semestre terminou, me mudei de volta para a casa do meu pai e comecei a trabalhar num emprego sem futuro, na área do varejo, até o início do semestre seguinte. Como eu ia me mudar, fiz mais umas aulas inúteis na faculdade comunitária.

Não tinha nenhuma meta real, nada em que me focar.

A essa altura, eu tinha me cansado disso e decidi não estudar durante o primeiro semestre de 2007, porque logo iria continuar meus estudos em Nashville. Peguei em outro emprego de meio período para cobrir minhas despesas com combustível e meus passeios aleatórios. Nesse meio-tempo, comecei a trabalhar para um vendedor local, que trabalhava com marketing direto.

Embora eu inicialmente acreditasse que essa seria uma das piores experiências de trabalho da minha vida, acabou sendo muito útil para mim.

Cada dia, eu passava algumas horas apenas ligando para os clientes mais frios que se possa imaginar. Meu trabalho era lhes oferecer um produto no qual eu não acreditava, para que eles ficassem interessados. Quando isso acontecia, eu passava o cliente para o meu patrão fechar a venda.

A primeira semana foi a pior experiência da minha vida. Na verdade, nem sei por que continuei, mas foi o que fiz mesmo assim. Olhando para trás, faz todo o sentido. Na época, eu estava muito infeliz.

Se você nunca fez uma ligação não solicitada para vender um produto, não pode compreender plenamente minha experiência.

No entanto, no fim de cada dia, havia se tornado mais fácil. Eu não tinha mais medo de pegar o telefone e fazer minha apresentação de vendas. Não me importava se alguém me dissesse “Não” ou me mandasse pular de uma ponte. Eu virei uma máquina, e com o tempo, vender se tornou mais fácil.

O que aprendi. Na verdade, algumas coisas:

Aprendi a me comunicar com estranhos. Embora isso pareça fundamental, a ideia de abordar e conversar com um completo estranho apavora muita gente. Isso sem falar de oferecer seu produto/ideia a alguém que você nunca contatou e com quem provavelmente nunca vai falar de novo.

Nós nos preocupamos muito mais com nós mesmos do que as outras pessoas. Descobri que quanto mais me livrava de ideias preconcebidas do que eu achava que os outros poderiam estar pensando de mim, melhor eu me tornava em formar relacionamentos e ter conversas bem-sucedidas. Quando você se lembra de que nós, como seres humanos, somos inerentemente egoístas, você percebe que a outra pessoa está mais preocupada com o que ela vai dizer do que com o que você está para falar.

Como obter resultados. Quanto mais tempo passava vendendo, melhor me tornava em obter resultados. Independentemente de ouvir um “Sim” ou um “Não”, eu ainda assim estava obtendo um resultado. Eu me tornei diligente e assertivo. Eu me certificava de tentar todas as possibilidades e de encerrar cada ligação me sentindo bem com a conversa, independentemente do resultado.

Um “Não” raramente é pessoal. Um “Não” só quer dizer que, seja lá o que aconteceu naquele momento, a pessoa não está pronta para conversar. A maioria das vezes em que alguém me mandou pular de um penhasco ou beber fluido de isqueiro, isso era apenas um reflexo de algo com que a pessoa estava lutando internamente. Eu só fui o primeiro em quem ela pôde descontar suas frustrações. Quando entendi isso, nunca mais fiquei chateado – era parte do jogo.

A grande mudança e uma tristeza inacreditável

Quando o verão acabou, era hora de fazer a grande mudança. Meus pais haviam se divorciado em maio de 2007. Em resultado da separação, minha mãe quis ir comigo para Nashville, apoiando minha decisão de começar uma nova vida.

Nunca pedi que ela fizesse isso, mas fiquei incrivelmente agradecido de ela querer me apoiar ao fazer a transição para uma nova cidade e continuar meus estudos.

Eu me lembro de ter chorado incontrolavelmente no meu quarto um dia antes de me mudar. Comecei a questionar minhas motivações. Por que queria deixar tudo para trás e me aventurar, sabendo que o fracasso era uma possibilidade?

Eu queria mudar mais do que queria ficar parado apodrecendo. Eu precisava sair. Precisava de um desafio. E os desafios vieram mesmo!

Depois de viajar 10 horas até Nashville, com um caminhão cheio de pertences, chegamos a um condomínio de apartamentos bem pequenos e levamos a mudança para aquelas acomodações do tamanho de um armário.

Até hoje, não faço ideia de como fizemos para tudo caber naquele buraco, mas conseguimos. Usamos um dos quartos só como depósito; por isso, passei um ano dormindo no sofá da sala de estar.

Desastre financeiro e mais empregos sem futuro

As aulas estavam programadas para começar em algumas semanas. Eu estava assustado e empolgado ao mesmo tempo.

Quanto ao contexto, isso aconteceu em 2007, durante a crise da hipoteca. Sucedeu que a minha mãe trabalhava com financiamento imobiliário, finalizando empréstimos. Ela ajudou a construir um banco do zero por 10 anos, antes de por fim se mudar para Nashville. Em resultado disso, ela possuía uma boa quantidade de ações daquela empresa privada.

Ela decidiu retirar o dinheiro da sua rescisão e aplicá-lo em outros investimentos, enquanto ela encontrava um emprego na nova cidade. Porém, algo não estava certo.

O pagamento nunca veio, e os diretores não retornavam as ligações dela. Algo cheirava mal, e o tempo estava passando.

Resumindo a história, o banco faliu e quase todos os envolvidos perderam suas pensões inteiras devido às ações fraudulentas dos proprietários. Eu imediatamente saí daquela faculdade de prestígio, porque acumular a dívida resultante de estudar na Belmont seria meu fim em sentido financeiro.

Minha mãe lutou muito pelos seus direitos, mas o dinheiro nunca veio.

Então, eu sabia o que precisava fazer – sair e arranjar um emprego. Foi exatamente o que fiz.

A essa altura, tinha desistido da vida acadêmica. Era hora de agitar.

Ao longo do ano seguinte, tive vários empregos de meio período. Um deles foi numa academia local, em que desenvolvi um excelente relacionamento com o dono, mas simplesmente não era o suficiente para nos sustentar. Algo tinha que mudar, mas eu não tinha rumo – nenhuma ideia do que devia fazer.

O estresse e seus efeitos

Mais tarde, em 2008, passei a procurar um emprego de tempo integral, em vez de empregos de meio período. Ao mesmo tempo, comecei a me afastar dos amigos e a depressão gradualmente passou a tomar conta.

Eu estava em Nashville oficialmente havia um ano, e a mudança não tinha me trazido nenhuma vantagem. Eu estava envergonhado, arrependido e confuso. Por volta daquela época, minha mãe me explicou alguns sintomas que tinha.

Após algumas semanas e numerosas visitas ao médico, ela foi oficialmente diagnosticada com esclerose múltipla. Eu me lembro dos meus olhos se encherem de lágrimas quando eu estava sentado ao lado dela naquela sala branca e recebemos o diagnóstico. Parecia que eu estava para atingir o fundo do poço no futuro próximo – e ia mesmo.

Eu ainda procurava um bico de tempo integral, e o trabalho no meu emprego de meio período estava diminuindo. Então, eu tinha muito tempo para refletir e pensar na minha situação. Eu precisava de uma válvula de escape – algo em que pudesse trabalhar.

Eu sempre me interessei por saúde e boa forma, e percebi que estava lendo um artigo após outro sobre esse tópico. Tive uma conversa com um empreendedor da internet e disse que queria iniciar um site – uma válvula de escape, onde pudesse apenas escrever a nada mais.

Ele perguntou sobre o que eu achava que podia escrever. Imediatamente, o tópico saúde e boa forma me veio à mente, e havia nascido meu site, JCDFitness.com. De início, apenas escrevi – sem nenhum rumo. Era minha válvula de escape, e não me importava se alguém estava lendo. Era bom fazer algo que parecia significativo.

Em alguns meses, consegui um emprego corporativo, em dezembro de 2008.

E, aqui, as coisas ficam realmente sombrias

No início, o treinamento foi fácil. Não gostava do trabalho, mas era simples e, para sentar num cubículo e atender ligações o dia todo, o salário era decente.

Mas, com o tempo, os fatores de estresse aumentaram exponencialmente. Eu nunca havia trabalhado num ambiente em que as expectativas fossem tão altas. Ameaçavam nos demitir se certas cotas não fossem atingidas. Recebíamos e-mail após e-mail com regras rígidas ou mudanças nas políticas.

Em poucos meses, eu havia me tornado um robô – passava flutuando pelos dias de trabalho, escrevendo sutis haicais para mim mesmo. Eu chegava às 3 da tarde e trabalhava até à meia-noite, de terça a sábado. Perdia um pedaço da minha alma cada vez que escaneava meu crachá para entrar naquele prédio.

Os rostos ao meu redor eram todos infelizes e esgotados. A atmosfera cheirava a repulsa e todos resmungavam como odiavam aquele emprego.

Enquanto isso, eu estava perdendo peso, e minha pele estava ficando pálida. Eu tinha dificuldade para dormir e não conseguia manter uma programação de exercícios.

Fiz alguns exames para descobrir o que estava acontecendo no meu corpo. Os resultados vieram com sinais de níveis de estresse muito altos. Meus hormônios da tireoide estavam desregulados e meu nível de testosterona era o de um homem de 90 anos.

O estresse estava me matando, e eu só tinha 22 anos.

Em maio de 2009, e era um zumbi.

Precisava ligar para o trabalho avisando que estava “doente”, porque acordava incapaz de sair da cama. Alguns dias, o mundo estava tão negro que só conseguia pensar em acabar com tudo. Não queria fazer mais nada. Queria ficar deitado lá, apodrecendo.

Outros dias eram perfeitamente normais, mas foi durante esses episódios de desânimo que descobri que algo estava muito errado.

Por fim, comecei a ter crises de ansiedade, que me faziam faltar o trabalho por completo.

Pouco depois, eu estava tendo significativo aconselhamento com uma psicóloga na cidade.

Após algumas sessões, ela por fim sugeriu que eu me consultasse com um psiquiatra, pois acreditava que eu estava demonstrando sinais de depressão profunda e a possibilidade de transtorno bipolar.

Eu corri depressa para longe da clínica – poderia estar tão deprimido e perdido assim? Isso podia estar acontecendo comigo?

Percebi naquele momento que eu tinha que mudar. Embora tudo ao meu redor estivesse ruindo, eu sabia dentro do meu ser que tinha o controle sobre a maneira como me sentia e que, se lutasse arduamente o bastante, podia mudar tudo.

Eu seria uma história de milagre. O ponto é que praticamente ninguém sabia do meu sofrimento.

Um raio de esperança

Depois que corri para longe daquela clínica com tamanha ferocidade, eu precisava fazer um plano. Eu tinha alguns objetivos em mente, que eram:

Trabalhar para alcançar algo que me fizesse feliz.

Sair do emprego que estava me matando.

Recuperar minha saúde.

O conselho de outros

Eu tinha um bom amigo, que me incentivou a começar a fazer brainstorming, a fim de ter algumas ideias de como readquirir meu foco e eliminar alguns fatores de estresse. Apesar de eu ter desistido da ideia de continuar com a faculdade, ele sugeriu que eu buscasse assistência financeira e me candidatasse para algumas escolas – que mal poderia fazer?

Então, foi exatamente o que fiz. Eu me candidatei para a Middle Tennessee State University (MTSU) e algumas outras universidades.

Ao mesmo tempo, sentei e decidi o que queria fazer com o site JCDFitness. Como continuei escrevendo apesar daquela turbulência, nunca vou saber; mas o número dos meus leitores estava crescendo.

Vi o potencial de investir meus esforços e conhecimento no site e, com sorte, ajudar outros a evitar alguns dos erros relacionados à boa forma que eu havia cometido no passado.

Também foi nessa época que comecei a conhecer Alan Aragon, uma das minhas maiores influências no mundo da boa forma. Desde então, ele tem sido de grande ajuda para mim, e serei eternamente grato por isso.

Comecei novamente a me exercitar e a cuidar melhor do corpo. Estava comendo melhor e realmente dormindo à noite.

Pouco depois de me candidatar à MTSU, recebi uma bolsa integral para o próximo ano acadêmico. No mês de agosto seguinte, eu estaria morando numa casa nova, cercado de pessoas da minha idade, e retornando para completar meus estudos – três anos inteiros fora da escola e eu nunca tinha ficado tão empolgado na minha vida.

Mais um pouco de esperança

Depois de voltar para o campus, reduzi minhas horas de trabalho no call center de 40 para 20. Eu trabalhava 10 horas por dia aos sábados e domingos, e viajava de volta para a MTSU durante a semana para uma agenda acadêmica completa.

Isso durou até fevereiro de 2010, quando alguns conflitos de agenda graves surgiram no local de trabalho. Como pode imaginar, o mundo corporativo não coopera muito com sua programação de aulas. Ou eu aceitava a nova rotina e parava de estudar, ou me demitia.

A essa altura, eu me preocupei, porque estava no meio do semestre e estava prestes a perder minha principal fonte de renda. Felizmente, eu tinha economizado o suficiente para cerca de 6 a 8 meses de desemprego; então, me demiti daquele inferno corporativo.

Pela primeira vez na minha vida, me senti completamente liberado. Não sofria mais das ansiedades de ir trabalhar. Não me preocupava com ligações do patrão ou avaliações semanais. A maior parte do estresse tinha passado.

Então, tirei algumas semanas para relaxar e começar a pensar no que precisava fazer para criar a vida que desejava.

Era o momento de me concentrar

Nesse ponto, notei que precisava encontrar trabalho e continuar meus estudos. Toda a minha energia estava então direcionada para criar conteúdo para o site JCDFitness, escrever artigos para outros blogs e o trabalho acadêmico.

Comecei a aceitar alguns clientes de fitness e escrever como freelancer. Eu me lembro do primeiro mês em que consegui pagar minhas despesas de moradia só com o dinheiro que ganhei fazendo consultoria e escrevendo.

Eu estava tão empolgado (e um pouco apavorado)! Pela primeira vez na minha vida, tinha conseguido fazer as coisas acontecerem do meu jeito e adorei cada segundo disso.

Continuei fazendo isso até o fim do semestre e, por fim, trabalhei num ginásio local por meio período durante o verão, participando na ajuda humanitária após a grande inundação que aconteceu em Nashville em maio.

A situação continua a melhorar

Minha saúde estava de volta ao normal, e os exames comprovaram isso. Eu tinha voltado para Nashville para passar o verão com meus melhores amigos.

O verão de 2010 foi o mais produtivo que tive até hoje.

Consegui ter 13 horas de aula ao mesmo tempo em que trabalhava 20 horas por semana no ginásio. Meus dias começavam sempre às 4h30 da manhã.

Consegui publicar artigos em algumas das principais publicações sobre boa forma, principalmente a Alan Aragon Research Review e os sites Bodybuilding.com e WannaBeBig.com.

Eu estava terrivelmente entediado com minhas atividades acadêmicas e precisava de uma válvula de escape criativa – algo além de escrever sobre boa forma – para me manter afiado.

Então, tarde da noite, comecei a dissecar o código de templates do WordPress. Em resultado disso, aprendi a fazer web design como autodidata. Completei um tutorial após outro até conseguir usar o Photoshop de modo competente.

Daí, fui ao trabalho. Em junho, enviei um newsletter aos meus leitores, prometendo um novo design para meu site. Não fazia ideia do que faria para o novo visual, mas tinha que cumprir minha palavra porque não podia pagar $2.500 para um web designer profissional naquele momento.

Então, criei um servidor de teste e desenvolvi o novo design do JCDFitness. Lancei a nova versão do site, e ninguém acreditava que eu mesmo a tinha feito. Puxa, nem eu acreditava!

Pouco depois, alguns amigos me contrataram para fazer os sites deles.

Daí, tive uma inspiração.

E se eu pudesse continuar a fazer as coisas que mais amava e ganhar dinheiro com isso? Ainda melhor, e se pudesse ganhar dinheiro para ajudar a mudar as vidas de outros para melhor – melhorar sua relação com a saúde, boa forma e hábitos alimentares?

No outono seguinte, não dormi. Estava acordado às 5h da manhã para trabalhar nos artigos antes da aula. Durante o dia, assistia às minhas aulas e à noite, ficava acordado até mais ou menos 1h da manhã, lendo livros de nerds sobre web design. Fiz isso o semestre inteiro.

Nesse período, fiquei competente em Photshop, css e html. Apliquei minhas habilidades em alguns sites e estava realmente gostando do meu trabalho.

Também aceitava clientes de fitness que vinham para consultoria pessoal. A alegria proveniente de ajudar outros a alcançar suas metas me fazia sentir incrivelmente realizado.

Eu estava tendo um vislumbre de como minha vida poderia ser se fizesse o que queria do meu próprio jeito. Era viciante.

A mensagem de texto

Certa noite, quando era tarde, recebi uma mensagem de texto que mudaria minha vida. Na ocasião, eu morava na cidade universitária, uns 45 minutos ao sudeste de Nashville; por isso, normalmente voltava à cidade nos fins de semana.

A mensagem era de um dos meus melhores amigos e mentores, que mora em Nashville e administra um negócio de coaching de desempenho muito bem-sucedido.

A mensagem dizia: “Ei, os meus dois colegas de quarto vão se mudar em janeiro. Por que você não larga a MTSU e vem morar comigo?”

Eu literalmente caí da cadeira. Era uma oportunidade única – a chance de morar com alguém que não apenas era um dos meus melhores amigos, como também tinha muito mais experiência em empreendedorismo do que eu.

Eu não podia acreditar no que lia. Daí, ele disse: “Estou brincando sobre largar a faculdade, mas você tem um lugar para ficar e seria ótimo ter você aqui.”

Só havia um problema. Meu contrato de aluguel daquele apartamentinho em mau estado só encerrava no próximo mês de agosto. Minha decisão foi fácil: tinha que sair daquele lugar o mais depressa possível.

Então, o que fiz? Durante o mês de dezembro, me certifiquei de encontrar alguém para assumir meu contrato. E, é claro, fiz acontecer.

Eu me mudei um dia antes do Natal, dormi na casa da minha mãe por umas semanas e, daí, me mudei para minha nova casa. Minha vida subiu de nível, do ótimo para o incrível.

Logo depois, reformulei completamente o design do JCDFitness.com e, a partir daquele momento, fiquei incrivelmente ocupado com consultoria de fitness e perguntas sobre web design. Na verdade, com os lucros dos meses anteriores, fui a Las Vegas em março para celebrar o aniversário do meu colega de quarto.

Eu estava finalmente vendo a luz no fim do túnel. Tudo estava se tornando realidade, e eu nunca havia estado mais empolgado e assustado ao mesmo tempo. Todos aqueles que haviam me desencorajado de ter meu próprio negócio e trabalhar com personal training e haviam me dito para arranjar um emprego “de verdade” estavam agora engolindo suas palavras.

Aqueles que me disseram que estava perdendo meu tempo “brincando na internet” estavam completamente errados.

Eu tinha um extremo senso de realização e estava entusiasmado para prosseguir marchando.

Do ponto A até o ponto B

Para todos aqueles que têm metas e sonhos, o maior obstáculo que muitas vezes enfrentamos é começar. O próximo obstáculo é continuar nossa jornada. Nem sempre é fácil continuar motivado, especialmente quando estamos num ambiente que não é o ideal.

Vou repetir: eu ainda não “cheguei lá” e ainda tenho um longo caminho a percorrer. Mas sei de algo com certeza: eu tenho o melhor emprego do mundo, porque sou desafiado continuamente e trabalho com pessoas diariamente.

Uma vez, me perguntaram: “Por que você faz todas essas coisas?”

Minha resposta foi: “Tenho uma extrema paixão por pessoas. Também sou incrivelmente apaixonado por saúde, boa forma e trabalhar com design. Assim, eu tenho o melhor de dois mundos: faço o que amo ao mesmo tempo em que trabalho com pessoas. Para mim, um dia de trabalho raramente chega a ser ‘trabalho’.”

Atualmente, tenho 24 anos e nunca me senti tão realizado na minha vida. Tenho muita sorte de ter encontrado minha paixão tão cedo na vida, porque agora posso continuar trabalhando e buscando aquilo que amo com todas as forças.

No entanto, compreendo que muitas vezes há uma grande desconexão quando se trata de ir do ponto A até o ponto B. No meu caso, precisei chegar ao fundo do poço antes de saber exatamente o que queria fazer da minha vida.

Não é para ser fácil

Eu sempre encontro consolo nas palavras de Tyler Durden, do filme Clube da Luta, quando ele disse: “É apenas depois de perdermos tudo que ficamos livres para fazer qualquer coisa.”

Bem, eu não acredito particularmente que você tem que chegar ao fundo do poço antes de saber o que fazer da vida. Foi apenas o alerta para despertar de que eu desesperadamente precisava para pôr as coisas em ordem.

O que eu acredito, porém, é que você vai enfrentar batalhas na estrada rumo a encontrar seu objetivo na vida. A estrada para ser quem você deve ser nunca é fácil. Vai exigir de você trabalho árduo, diligência e persistência diante de adversidades.

Às vezes, você vai se sentir derrubado. Às vezes, pode pensar que suas metas são inalcançáveis. Haverá momentos em que as pessoas que ama vão tentar desencorajá-lo de fazer aquilo que ama. Às vezes, os motivos deles são egoístas; outras vezes, estão legitimamente preocupados com o potencial de decepção ou têm medo do fracasso.

Isso é o que tenho a dizer: Vá em frente e fracasse. Fracasse avançando, mas jamais desista daquilo que mais deseja. Eu encaro o “fracasso” como apenas mais uma maneira de NÃO fazer algo. De qualquer forma, se continuar avançando, obterá um resultado. Com o tempo, estará muito mais perto de suas metas do que se nunca tivesse tentado.

A única pessoa que tem controle sobre você é você mesmo. Você possui a capacidade de tomar decisões conscientes em base diária, para trabalhar rumo às suas metas e para realizar suas visões.

Nunca antes havia compartilhado esta história tão francamente, mas com isso, espero incentivar e inspirar você a fazer muito mais da sua vida. Se tiver grandes sonhos e aspirações, imploro que se esforce para progredir e que nunca desista, porque há pessoas que se beneficiarão dos seus esforços.

Você só é limitado pelo tamanho da sua crença. Eu escolho acreditar que qualquer coisa é possível e que tudo está ao meu alcance. Só precisa de tempo, trabalho árduo e saber muito bem que você vai chegar lá.

Você vai chegar lá.

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