Como Destruir sua Autoestima: Compare-se com outros

Nesse artigo a psicóloga Jane Bolton, que escreve para o site Psychology Today, descreve uma das causas principais da nossa baixa auto-estima.

Comparar-se aos outros.

Os nossos pais, a escola e o ambiente nos habituam a nos comparar com os outros e isso além de baixar a nossa auto-estima, cria uma desconexão com outras pessoas.

Como aprendemos a nos comparar com os outros, podemos desaprender!

Leia esse artigo até o fim e descubra como desamprender esse hábito ruim, que te deixa depressivo e sozinho.

É  a hora de aumentar a sua auto-estima!

 

Uma maneira fácil e rápida de ter sentimentos terríveis sobre si mesmo

Cenários típicos — você se identifica?

Uma cliente me ligou hoje, desesperada. Ela abriu uma pequena loja de roupas e estava conversando com outra empresária, que também está no varejo, numa reunião de networking. Essa outra empresária estava satisfeita com o crescimento das vendas do seu negócio, e a minha cliente começou a comparar as receitas da sua lojinha recém-inaugurada com as vendas da bem-estabelecida empresa de alcance nacional da colega.

Resultado: minha cliente novamente começou a temer que não seja suficientemente boa, bem-sucedida, forte, capacitada, motivada — e que nunca será. Ela desconsidera sua coragem, autodisciplina, honestidade, habilidade organizacional, amor pelas mulheres e senso de estética.

Outro cliente, aproximando-se do fim da sua vida, compara sua condição atual com a de quando era 30 anos mais jovem. Resultado: desespero. Ele desconsidera por completo seu brilhantismo, generosidade, talento artístico, senso de humor e integridade.

Comparar-se com outros é um importante fator para desencadear uma queda de autoestima, uma reação de vergonha. A vergonha preenche a lacuna entre o que gostaríamos de ser, fazer e ter — idealmente — e a nossa percepção do que realmente somos, fazemos e temos. Quanto maior a lacuna, maior a dor.

O problema é que, quando passamos a nos comparar, nossa percepção fica distorcida. Ficamos cegos ao nosso próprio valor, ao passo que desvalorizamos ou menosprezamos o que realmente temos de bom.

Somos ensinados a nos comparar

É natural que cheguemos a essas comparações. Afinal, crescemos numa sociedade que nos ensina a nos comparar com outros. Em muitas famílias, os pais usam comparações para tentar controlar o comportamento dos filhos.

“Veja as notas do João. Se você se esforçasse mais, poderia tirar notas tão boas quanto as dele.”

Ou:

“A Josi está tão bonita e magra. Você não gostaria de perder 10 kg como ela?”

Não somente os pais, mas o ambiente escolar também tenta incentivar os alunos a se sair “melhor” do que os outros. Grupinhos de jovens com características em comum se formam ao redor daqueles que têm mais qualidades ou são “melhores”. Acredita-se que os membros do grupo dos esportistas têm mais habilidades atléticas, que os nerds têm mais habilidades técnicas e/ou intelectuais e as meninas tipo miss são mais bonitas e populares.

Além disso, a mídia nos mostra como nossa aparência deve ser, como devemos pensar e que tipo de pessoa devemos ser. Cirurgiões plásticos fizeram muitos lábios de Angelina Jolie. Anoréxicas enchem as páginas de revistas de fofocas.

As comparações nos desconectam dos outros

Todas as comparações que fazemos de nós mesmos com outras pessoas nos separam da conexão humana — da qual todos precisamos e a qual, às vezes, desejamos muito.

Quando fazemos comparações e concluímos que somos menos do que outros, nos sentimos esgotados e deprimidos. Daí, desejamos nos recolher, nos esconder, nos afastar dos outros, para que não percebam que somos indignos de amor e inúteis, que é como vemos a nós mesmos. Parece que a conexão humana é cortada. Ficamos sozinhos, autoexilados.

Quando fazemos comparações e concluímos que somos melhores do que outros, podemos nos sentir superiores a eles, desprezá-los e ignorá-los. Talvez não queiramos uma conexão com alguém tão inferior. Mais uma vez, parece que o fio da conexão humana é cortado. E estamos de novo sozinhos na nossa superioridade.

Mas fazer comparações é uma escolha e pode ser desaprendido

Quando nos comprometemos com nosso próprio bem-estar e reconhecemos o dano que causamos a nós mesmos ao fazer comparações, a maneira em que podemos erodir nosso senso de segurança interno, podemos decidir parar.

Podemos nos comprometer a dizer algo como:

“Eu me recuso a fazer tanto mal a mim mesmo(a) (ou a outra pessoa). Eu sou apenas diferente de ____. Eu tenho meu próprio valor único.”

E se estiver em modo de superioridade, pode acrescentar: “E ele(a) também têm o seu próprio valor único.”

De início, talvez precise lutar para substituir seu discurso interno. Mas com a prática, muitas vezes as comparações desfavoráveis vão parar assim que você perceber que as está fazendo.

Se VOCÊ descobriu uma maneira de parar de se comparar com outros, adoraríamos saber o que fez. Estamos sempre procurando maneiras de ajudar as pessoas que têm esse problema.

 

Artigo original : https://www.psychologytoday.com/blog/your-zesty-self/201008/how-wreck-your-self-esteem-compare-youself-others

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