Construindo uma Autoestima Saudável

7 Estratégias Simples e Poderosas para Você se Sentir Bem a Seu Respeito – Traci Stein Ph.D., MPH

Numa tarde quente de verão, há alguns anos, uma colega me confidenciou: “eu tenho pernas e joelhos muito, muito feios.” Ficou claro pra mim que esta questão era uma fonte de insegurança para ela. Estávamos sentadas no jardim do hospital, almoçando e falando sobre trabalho, e não tive a certeza de ouvi-la corretamente. Por muitos motivos, aquela mulher tinha um corpo de aparência bonita.

Ela também era realizada profissionalmente, tinha uma família amorosa e um bom círculo de amigos. Apesar de ela usar saia para trabalhar em algumas ocasiões, eu nunca tinha notado as suas pernas, de uma forma ou de outra. Rapidamente, olhei de relance para baixo e então a olhei nos olhos. Sem bajulação, lhe disse: “Eu realmente não percebo o que você está dizendo.” Lembre-se, provavelmente, eu estava muito mais preocupada com o meu cabelo naquele momento – que tinha uma combinação estranha de alisamento e frizz em função da umidade, com uma mecha úmida agarrada à minha têmpora.

Quase todo mundo tem algo sobre si que gostaria de mudar. Há diferenças importantes entre “como seria bom (‘progredir na minha carreira‘, ‘ter cabelos de comercial de shampoo’, ‘ter um melhor tônus muscular’)” e o mais doloroso “eu não sou ok por causa de X, Y, Z,”. Exemplos incluem as pessoas gordas (ou magras) que acreditam que elas precisam perder peso para aliviar uma sensação de “deficiência” interior; os alunos que acreditam que se não receberem a nota máxima, serão um fracasso total; as pessoas solteiras que se acham que o fato de estarem sozinhas prova que elas não são realmente dignas de amor; os profissionais que acreditam que eles só serão “importantes” quando cruzarem um certo patamar salarial, e assim por diante.

Embora, para alguns, as inseguranças internas sejam sentidas de forma indiscutivelmente menos óbvia do que os problemas físicos, essas inseguranças não são menos poderosas ao moldar o que achamos que valemos. Essas crenças sobre nós mesmos podem influenciar os objetivos almejamos alcançar, assim como a nossa capacidade de aceitar coisas boas para nós mesmos, quando elas acontecem conosco.

Autoestima Saudável

Autoestima Saudável

Em que se baseia a sua autoestima?

Procurar ou não por um profissional, em função da baixa autoestima, depende de quanto a pessoa se sente angustiada e em que medida essa questão cria obstáculos para que ela faça as coisas que quer ou que precisa.

Quando as nossas inseguranças interferem na nossa capacidade de aceitar quem somos, ou no nosso funcionamento social ou emocional, é hora de abordar esse assunto de cabeça erguida. Aqui estão sete estratégias para reforçar a sua autoaceitação, para que você dependa menos da avaliação externa ou de comparações internas com os outros:

1. Pergunte a si mesmo “o que é que eu valorizo?”. Outra forma de expressar isso pode ser “quais qualidades eu admiro nos outros?”. Mesmo se nós podemos invejar as pernas elegantes ou as lindas coxas de alguém, há chances de que o que respeitamos neles tenha muito mais a ver com como eles se comportam, com o que é importante para eles e com como nos sentimos quando estamos com eles. Esta pessoa é caridosa? Amável? Bondosa? Prestativa? Estas qualidades são, provavelmente, aquelas que nós também possuímos, ou gostaríamos de desenvolver mais em nós mesmos.

2. Uma vez que você tenha respondido a pergunta acima, pergunte a si mesmo “o que eu preciso fazer para viver de acordo com o que eu valorizo?”. Por exemplo, se você valoriza a caridade, encontre maneiras em que você possa ser caridoso. Isto pode ser através de trabalho voluntário formal, ou ajudando um amigo ou um ente querido. Há uma boa razão pela qual as pessoas de todo o mundo sabem quem foi Madre Teresa, e por que ninguém nunca menciona suas coxas ou penteado. A sua caridade e serviço aos outros foram lendárias.

3. Pratique o auto-perdão. Muitas vezes nos sentimos mais seguros ao nos concentrarmos conscientemente em algo externo ou material que parece “não ser bom o suficiente”, e não nas coisas que desejamos que tivéssemos feito diferente. Eu enfatizo aos meus pacientes que cometer erros é uma parte normal da aprendizagem. Ninguém sai do útero andando – primeiro aprendemos a sentar, engatinhar e dar passos vacilantes – caindo inúmeras vezes – antes de conseguirmos caminhar, correr e jogar! Reconheça o que você gostaria de fazer de forma diferente agora – o único período de tempo em que podemos agir para melhorar as coisas.

4. Defina objetivos mensuráveis, discretos e em conformidade com o que você valoriza. Deixe espaço para metas que são divertidas, quando possível. Perceber que você pode realizar as coisas que você se propôs a fazer – mesmo se forem coisas mundanas – faz parte de como podemos construir a nossa autoestima.

5. Pergunte-se a cada dia “pelo que eu sou grato?”. Todos – absolutamente, todos nós – se estivermos dispostos – podemos encontrar pelo menos uma pequena coisa, todos os dias, pela qual podemos ser gratos. Mesmo quando as coisas parecem ruins, podemos ser gratos pela bondade de alguém, por alguma parte do nosso corpo que funciona (mesmo se estivermos doentes), pelo sol que brilha, pelas lições que podemos aprender até mesmo com as pessoas difíceis em nossas vidas, etc.

6. Visualize-se mudando as ideias desagradáveis e desatualizadas sobre você mesmo, que você (realmente!) não precisa mais. Elas realmente não fazem nenhum bem. Visualize-se se sentindo como você gostaria de se sentir, fazendo as coisas que são mais significativas para você. Imagens e auto-hipnose podem ser ferramentas muito poderosas para esse fim.

7. Se você precisar de ajuda adicional com o exposto acima, vale a pena consultar um profissional de saúde mental.

Fazer o que dissemos acima pode ajudar a colocar as coisas em perspectiva, criar evidências do nosso sucesso e observar alguns pontos positivos que podemos ter negligenciado nas nossas vidas.

Fique bem!

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