Descubra 12 Modos como a sua Agressividade-Passiva Pode estar Destruindo Lentamente os Seus Relacionamentos

A agressividade-passiva é uma postura que foi aprendida em casa, durante a vida experimentada na juventude. Ela inclui a abordagem passiva, retraída ou apática em relação aos relacionamentos. O adulto agressivo-passivo cresceu em uma casa com muitas regras estritas, muita disciplina, sem chance para aventuras pessoais. Quem cresceu numa juventude assim acredita que falar a sua verdade, ou simplesmente dizer ‘não’ para algo que não quer fazer, é perigoso, e colocará em risco a chance de receber amor e carinho de seus pais ou pessoas próximas.

Este ciclo continuará até a idade adulta, se nunca for abordado e resolvido. Esta abordagem agressiva-passiva se alastrará por todos os relacionamentos da fase adulta, desde as amizades até os parceiros íntimos, na escola e no local de trabalho. A agressividade-passiva não serve para o bem de ninguém, e só vai prejudicar as próprias pessoas que apresentam esse comportamento, além das relações que essas pessoas desejam verdadeiramente cultivar.

Aqui estão os 12 modos como a sua agressividade-passiva está destruindo lentamente os seus relacionamentos.

1. Você não deixa as pessoas saberem como você realmente se sente ou o que você realmente quer.

Quando você evita falar ou esclarecer o seu ponto de vista numa questão, a sua agressividade-passiva é acionada porque você se sente inseguro, assustado ou preocupado, pensando que, ao dizer a sua verdade, você não receberá mais a aprovação da pessoa que quer impressionar, ou por quem deseja ser amado. Este padrão agressivo-passivo é perigoso porque, se uma pessoa estiver em um relacionamento com você, e não souber o que você realmente pensa ou quer, isso significa que essa pessoa não está realmente num relacionamento com você, ou com a pessoa que você realmente é. Com o tempo, isto só se tornará mais prejudicial ao seu relacionamento. Você vai sentir ressentimento por uma vida falsa, forçando-se a andar sobre cascas de ovos, e a outra pessoa sentirá que não te conhece de verdade. Na verdade, ela não te conhece mesmo.

Estas são duas fortes bandeiras de sinalização de problemas em um relacionamento, e alguns dos piores sentimentos que uma pessoa pode sentir em qualquer relação: ressentir-se sem encontrar uma solução e comunicar-se como um estranho. Medite sobre este pensamento de Daphne Rose Kingma: “certifique-se de que você está mostrando o seu verdadeiro eu. Porque é o seu verdadeiro eu que precisa de amor”.

2. Você está perdendo conexões especiais com pessoas de quem gosta, por medo de entrar em conflito.

A agressividade-passiva sempre escolhe a prevenção de conflitos, porque a experiência de vivenciar conflitos ou desacordos foi aterrorizante. E não precisa ser. O seu passado pode ter proporcionado ocasiões limitadas de autoexpressão. A pessoa com agressividade-passiva certamente quer se conectar com aqueles a quem admira e respeita, mas, muitas vezes, sente que não tem ‘ferramentas’ para fazê-lo. Quando você, como um passivo-agressivo, começa a sentir apego ou amor real por quem lhe inspirou, é comum recuar e perder a conexão por causa do medo de que algo dê errado ou por medo da rejeição. As pessoas agressivas-passivas, muitas vezes, vão machucar seus próprios corações, desistindo constantemente de relacionamentos ou experiências que as exponham a qualquer potencial de problemas, intimidade ou elevado risco de rejeição, mesmo que aquela seja a verdadeira relação ou experiência que ela queira vivenciar.

O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais da Associação Psiquiátrica Americana classificou a agressividade-passiva de várias formas durante os anos. Ela foi estudada pela primeira vez em 1952. Desde então, tem sido chamada de um “estilo de personalidade”, “hostilidade oculta”, um “mecanismo de defesa”, um “transtorno de personalidade” e “negatividade”. Independentemente de como você vê isso, ou do título que prefere dar, esta é uma defesa confusa e prejudicial que deixa ambos os lados muito mal em um relacionamento. Este estilo de comunicação ‘nublado’ é prejudicial para qualquer relacionamento.

3. Você desiste antes de tentar.

Por muitos anos, eu ouvi as opiniões dos meus pais na minha cabeça antes de tomar uma decisão. Eu me afastei dos meus próprios sonhos, desejos ou outras perspectivas excitantes porque eu podia ouvir a crítica deles, ao invés de ouvir a minha própria opinião. Eu ficava cheio de pavor e medo, sempre que tinha que realizar um plano importante ou tinha que responder a um assunto urgente. Aceitar aconselhamento da sua família não é algo inerentemente mau. Na verdade, ouvir os conselhos de outras pessoas pode ser muito benéfico. Mas quando a opinião do outro sobre o que é “certo”, “bom” ou “adequado”, ou sobre o que ele faria na sua própria vida, supera consistentemente a sua própria opinião, você não está desenvolvendo a bússola da sua própria alma e a sua capacidade de tomar decisões. Você está vivendo uma existência inautêntica. Você está experimentando a vida através dos outros, e nem sequer está tentando fazer as coisas que você quer, porque os seus pais, outros familiares, amigos ou colegas lhe disseram que você iria falhar.

4. Você continua escolhendo o caminho mais “fácil” porque acha que ele vai evitar a dor.

Se você se identifica como um agressivo-passivo, está começando a pensar que pode ser um, ou está experimentando a agressividade-passiva em seus relacionamentos e tomadas de decisão, você se sente familiarizado em fazer as coisas de forma hesitante ou por conveniência, e faz escolhas que acredita que ofereçam o mínimo desconforto ou dor. Você acha que é “fácil”, mas não é. Você acredita que, desta forma, não vai se expor muito. Para um agressivo-passivo, o medo sempre está à espreita ao virar a esquina. É o medo de se expor à rejeição, ao fracasso, ao ridículo ou à crítica. A agressividade-passiva sempre irá subjugar o seu espírito.

5. Você está confundindo um diálogo honesto e respeitoso com um confronto malicioso.

Qualquer diálogo direto, em algum grau, é uma perspectiva aterrorizante para uma pessoa agressiva-passiva. Todo diálogo é confundido com dor, desconforto e outras esmagadoras emoções do passado. O confronto, em quase qualquer forma, é um gatilho para o agressivo-passivo. Ele pode fazê-lo recordar a sua infância ou outras experiências de seu passado, quando os confrontos eram salpicados com insultos e obscenidades, ou com uma das partes indiferente e ignorando a outra. O que o agressivo-passivo não entende muito bem é que ser assertivo – não agressivo – pode ajudar a aumentar os vínculos de uma relação. Se o agressivo-passivo sai da sua zona de conforto e tenta ter um diálogo honesto e respeitoso, e encontra resistência ou táticas abusivas, podem haver outras questões em jogo nessa relação, que estão sendo ignoradas. Não é incomum para o agressivo-passivo se envolver com co-dependentes, narcisistas, pessoas dominadoras e exigentes, ou outros parceiros inadequados devido à sua passividade e baixa autoestima.

6. Você imagina o pior cenário possível mesmo quando as coisas são positivas em um relacionamento.

As pessoas agressivas-passivas, muitas vezes, são vistas por aqueles que as conhecem como reclamões que nunca fazem qualquer mudança. Elas são ‘do contra’, fatalistas e, geralmente, negativas. De acordo com o livro ‘The Angry Smile’, um indivíduo agressivo-passivo pode fazer comentários do tipo “isso não vale a pena” ou “coisas boas não duram”. A pessoa agressiva-passiva não só acredita que o pior cenário sempre acontecerá com ela, como também acha que ela merece isso. Este é outro exemplo da autoconfiança danificada de um agressivo-passivo. Isso me faz pensar nas palavras de Mark Twain: “eu sou um homem velho e vivi muitos problemas, mas a maioria deles nunca aconteceu”.

7. Você continua reciclando velhas formas de lidar com situações complicadas.

Como o agressivo-passivo acha que ele não tem muitas ferramentas para lidar com os altos e baixos dos relacionamentos, ele se baseia em padrões antigos, ou que ele viu seus pais, irmãos ou amigos fazerem em seus relacionamentos. Se você deixar, o ciclo continuará, sem fim. Não recicle as mesmas atitudes que você teve em um relacionamento passado. Isso não só é desonesto, como também impede que você esteja presente e atento aos problemas do relacionamento que está vivenciando agora.

8. Você prolonga um aborrecimento ou discordância.

A pessoa agressiva-passiva, muitas vezes, está oscilando como uma bandeira ao vento. Para frente e para trás, ela balança de um lado para o outro, intensamente em conflito. Prolongar uma decisão, uma mudança que precisa ser feita ou um desentendimento que ela ignorou, apenas se transformará em um terrível monstro que deverá ser morto mais tarde. O agressivo- passivo às vezes espera que o problema vá embora, sem que tenha enfrenta-lo de forma madura. O prolongamento daquilo que lhe aflige não vai beneficiar você. Você se confrontará com isso novamente, dias, semanas, meses ou anos mais tarde.

9. Você está reprimindo, negando e ignorando os seus verdadeiros pensamentos e sentimentos.

Reprimir os seus verdadeiros pensamentos e sentimentos é perigoso. O agressivo-passivo não percebe o mal que inflige sobre si mesmo e aos outros. Esta é outra maneira emocionalmente desonesta com que o agressivo-passivo mantém relações.

10. Você está queimando pontes.

O agressivo-passivo não constrói pontes. Ele as queima. Ele teme o resultado final e incorretamente acredita que tudo acabará mal, de qualquer forma, então, “quem se importa?” Isto é muito prejudicial para todos os relacionamentos porque é uma crença que só isola a pessoa passiva. E os outros se sentem naturalmente menos ligados a ele. O agressivo-passivo acredita que ‘parecer ser’ educado e cooperativo na superfície é o mesmo que construir um bom relacionamento com os outros… ao mesmo tempo em que as suas verdadeiras opiniões estão apodrecendo sob a superfície. Isto não é nada saudável. E está longe de ser a construção de um bom relacionamento com os outros.

11. Você diz “sim” a cada solicitação, e depois culpa os outros por fazerem você fazer coisas que você não quer fazer.

No livro de psicologia ‘The Angry Smile’ os autores observam que as pessoas agressivas-passivas dirão ‘sim’ para as coisas que não querem fazer, e então culparão e se ressentirão com a pessoa que solicitou tal ação. Isso, como todos os outros padrões comportamentais de um agressivo-passivo, só faz com que os problemas cresçam. Pare de concordar em fazer coisas que você não quer fazer, em que você não acredita ou que já não servem pra você. Quanto mais você disser ‘sim’ contra a sua verdadeira vontade, mais fundo você cairá nesse perfil agressivo-passivo. Quanto mais preso, mais sob obrigação e infeliz você se sentirá.

12. Você é ambivalente e indeciso, seguindo a opinião de todo mundo, menos a suas própria.

O agressivo-passivo, muitas vezes, olhará para o seu supervisor, pai ou cônjuge para lhes perguntar o que deve fazer, mesmo que eles não gostem isso. Quando o seu supervisor, pai ou cônjuge mudar de opinião, ele ficará confuso. O que o passivo-agressivo ainda não entendeu no seu coração é que os outros podem mudar de ideia. Se você depender dos outros para tomar suas decisões, ou para dizer o que você deve fazer, você nunca terá paz. Muitas vezes, o agressivo-passivo não encontra refúgio em seu próprio coração e mente, e, em vez disso, gasta muita energia evitando as coisas. Ao confiar a sua direção a outra pessoa, o agressivo-passivo só dificulta a sua estrada e a descoberta das suas resoluções.

Artigo Original :http://www.lifehack.org/articles/communication/12-ways-passive-aggressiveness-slowly-killing-relationships.html

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