Os Principais 10 Fatos Sobre Baixa Autoestima

Antes de melhorar a nossa autoestima precisamos entender o que significa ter uma “baixa autoestima”. Esse artigo de Mark Tyrrell é um dos melhores artigos que já estudei e que descreve bem os sintomas e os mitos da baixa autoestima.

Boa lida

Giovanni

 

Caso você sofra de baixa autoestima (ou se você se convenceu de que sofre), ou trata as pessoas com baixa autoestima (ou você acha que trata), continue lendo.

Há alguns mitos sobre a autoestima que podem bloquear o seu progresso quando você tenta melhorá-la.

A baixa autoestima tem sido cientificamente estudada, e as descobertas dessa pesquisa ajudaram a informar os fatos que você encontrará aqui.

1) A Baixa Autoestima Não é  Culpada por Maldades!

Primeiramente, pessoas com uma baixa autoestima genuína, uma péssima autoimagem e baixa confiança têm sido insensivelmente confundidos com valentões (os chamados bullies), narcisistas, criminosos e abusadores infantis.

Não, sério!

A suposição popular era de que as pessoas faziam coisas ruins com o próximo porque elas próprias tinham uma baixa autoestima.

Mas algum dia você já se perguntou:

“Eu tenho baixa autoestima?”, não tenha medo.

Todas as evidências apontam para a conclusão de que a baixa autoestima é uma condição distinta, então, se você tem autoestima baixa, não precisa sentir como se estivesse no mesmo grupo dos valentões ou abusadores.

As pesquisas descobriram que pessoas com uma baixa autoestima genuína tendem a tratar mal a si mesmos, e não as outras pessoas.

Impedir a ação de valentões ao tentar melhorar a autoestima deles é parecido com tentar fazer um obeso perder peso ao lhe dar mais bolo para comer

Nos anos 80, houve um movimento para melhorar a autoestima nas escolas com a crença de que isso impediria o bullyng e preveniria futuros crimes na sociedade.

Mas as pesquisas revisadas mostraram que as escolas tentarem melhorar a autoestima não previne o bullyng (por que a baixa autoestima não era a culpada disso acontecer).

Focar artificialmente e ineficazmente em melhorar a autoestima também não ajuda na performance acadêmica.

Como você pode ver, os 4 métodos que as escolas tentaram para melhorar a autoestima podem até ter piorado o senso de autovalor naqueles que realmente sofriam de baixa autoestima.

A baixa autoestima não é a culpada dos muitos problemas aos quais ela foi tradicionalmente associada.

Também foi presumido de que a autoestima nunca poderia ser alta demais.

 

2) Alta Autoestima em Excesso foi Ligada à Criminalidade

Agora está claro de que uma autoestima exagerada ou “Transtorno da Alta Autoestima” é mais problemático.

(NÃO há nem ao menos uma forma “disfarçada” de baixa autoestima, como era comumente pensado).

Então, se você for vítima de um valentão, pode ficar tranquilo que você não precisa sentir pena dele.

Centenas de peças de pesquisas confiáveis agora mostram que os valentões e muitos criminosos são muito mais propensos a sofrer de uma irrealisticamente alta autoestima e problemas de controle de impulso do que de baixa autoestima.

Um senso exagerado de direito — esperar muito de muitas situações — é mais susceptível de conduzir à frustração e a um comportamento agressivo, antissocial ou até mesmo criminoso.

Se a autoestima pode ser muito baixa, ela também pode ser muito alta.

Foi uma suposição doida e injustificada que todo o comportamento humano poderia ser explicado pela baixa autoestima.

Então, quais são os sintomas reais de uma baixa autoestima?

 

3) Características de uma Baixa Autoestima Genuína

  • Retraimento social
  • Ansiedade e agitação emocional
  • Falta de habilidades sociais e autoconfiança
  • Depressão e/ou crises de tristeza
  • Menos conformidade social
  • Transtornos alimentares
  • Inabilidade para aceitar elogios
  • Inabilidade de ver a si mesmo de forma justa
  • Acentuar o negativo
  • Preocupação exagerada sobre o que você imagina que as outras pessoas pensam
  • Autonegligência
  • Tratar-se a si mesmo mal, mas não as outras pessoas
  • Preocupar-se se você tratou as outras pessoas mal
  • Relutância para aceitar desafios
  • Relutância para se colocar em primeiro lugar ou qualquer lugar.
  • Relutância em confiar em sua própria opinião
  • Esperar pouco da vida para si mesmo.
  • Então, o que pode causar uma autoestima muito baixa?
  • Dê uma olhada em como construir sua autoestima.
  • Mas um fator importante é a história.

 

4) Abuso Infantil Aumenta a Probabilidade de uma Baixa Autoestima

Pessoas que foram abusadas quando crianças (espancadas ou abusadas sexualmente) estão mais propensas a sofrerem de baixa autoestima quando adultos.

Eles aprenderam que possuem pouco valor ou que são apenas um objeto a ser usado.

Eles sofreram uma “lavagem cerebral” com as críticas constantes ou abuso e aprenderam que são diferentes.

Quando uma pessoa começa a questionar este antigo condicionado ou lavagem cerebral, então, um senso de si mesmo mais saudável pode começar a emergir.

Essa é uma forma similar de como as pessoas se libertam da lavagem cerebral de um culto.

Existem outras formas de abuso e, certamente, um histórico de ser fortemente criticado ou desfavorável em comparação com os outros pode levar a uma baixa autoestima (“por que você não pode ser mais parecido com seu irmão!”).

Um abuso anterior pode levar ao estresse pós-traumático, que mantém o sentido de “dano” e baixa autoestima.

Quando as memórias traumáticas são tratadas de forma eficaz, a mente se torna mais clara e forma uma melhor autoestima.

Então, o que mais alguém que sofre de baixa autoestima precisa?

Então, condições passadas (frequentemente, mas nem sempre da infância) podem produzir uma autoestima baixa em adultos.

Mas então por que a orientação para elevar a autoestima em crianças da escola (começando na Califórnia com uma legislatura para aumentar a autoestima) não preveniu a depressão infantil e o aumento da baixa autoestima?

 

5) Você Não Pode Obrigar Ninguém a Melhorar!

O impulso dos anos 80 para aumentar a baixa autoestima nas escolas saiu pela culatra.

Por quê?

Bem, ela foi baseada na ideia de que a baixa autoestima pode ser tratada com sucesso com um bombardeio de “mensagens positivas”.

Mas pesquisas mostraram que as afirmações positivas na verdade pioraram o humor de pessoas que já têm baixa autoestima.

Parece que o pensamento positivo como um “instrumento contundente” usado repetidamente para tentar uma lavagem cerebral nas pessoas a se sentirem melhores sobre si mesmas é uma abordagem muito superficial.

E a pessoa com baixa autoestima sente isso.

Dizer a alguém que ela é ótima ou maravilhosa quando ela é constantemente negativa a respeito de si mesma não vai funcionar.

Imagine se você realmente detesta a si mesmo e alguém lhe diz que você é lindo, mesmo ele estando dizendo a mesma coisa para todo mundo.

Na verdade, as pessoas com baixa autoestima podem ficar chateadas devido a um feedback falso.

A autoestima saudável precisa emergir sutilmente, não como resultado súbito de escutar que você é “muito especial” ou “fantástico”.

Paradoxalmente, ser “muito legal” para alguém com uma baixa autoestima pode afastá-lo.

As pessoas precisam desenvolver uma melhor autoestima de forma gradual através de uma “prova” no mundo real.

Apenas ser dito repetidamente (por alguém que não o conhece tão bem) que “você é maravilhoso” nunca funcionou para elevar uma baixa autoestima.

Sempre que estamos altamente emocionais, nossa percepção é distorcida.

Quando as pessoas relaxam com a ideia de si mesmas, uma saudável autoestima pode emergir como uma ilha verde ficando à vista quando a névoa é dissipada.

O que mais aqueles com baixa autoestima precisam?

 

6) Um Pouco Mais de Incerteza Pode Ajudar

Contrariamente à opinião popular, as pessoas com baixa autoestima tendem a ser muito seguras de si.

Esse é o problema.

Isso se manifesta na convicção de que eles são inúteis ou inadequados.

Como você deve saber se já tentou argumentar com alguém que se coloca para baixo continuamente, é muito difícil de fazer!

Quando alguém com baixa autoestima começa a ficar menos seguro da opinião que tem de si mesmo e, portanto, começa a avaliar as evidências contrárias a respeito de sua inutilidade, sua autoimagem começa a se tornar mais saudável.

A princípio, o patinho “feio” estava certo de que era um pato fracassado, mas essa certeza mal direcionada teve que se soltar antes de sua direção de vida verdadeira conseguir se tornar clara.

Uma boa autoestima é realmente um subproduto de viver de forma saudável.

Então, em vez de tentar melhorá-la diretamente, é mais fácil se concentrar em outros pontos (por exemplo, no que uma pessoa faz) e deixar crescer a autoestima como um efeito colateral feliz de uma mudança de vida.

O que todos nós precisamos na vida que nos ajudará acidentalmente a nos sentirmos melhores sobre nós mesmos?

 

7) Construa Sobre Fundações Sólidas

Para qualquer um ser psicologicamente e fisicamente saudável, então as necessidades do núcleo devem ser satisfeitas.

Ser claro a respeito do que você precisa e realizar esforços para satisfazer essas necessidades construtivamente significa que você naturalmente terá uma autoestima melhor como um subproduto de uma vida saudável.

Esta é uma lista útil das necessidades humanas básicas:

  • A necessidade de dar e receber atenção
  • A necessidade de cuidar do corpo.
  • A necessidade de significado, propósito e objetivos.
  • A necessidade de uma conexão com algo maior do que nós
  • A necessidade de criatividade e estimulação
  • A necessidade de intimidade e conexão com os outros.
  • A necessidade por um senso de controle
  • A necessidade de um senso de status e reconhecimento dos outros.
  • A necessidade de um sentimento de segurança

Naturalmente, é provável que em algum momento, uma ou mais destas possam ficar ligeiramente em falta na sua vida sem consequências desastrosas.

No entanto, no longo prazo, todos elas devem ser atendidas de uma forma ou de outra.

Algo a mais que a “baixa autoestima” precisa é a capacidade de se concentrar em algo longe de sua própria emotividade e mesclar com a experiência para que ganhe mais diversão da vida.

 

8) Prazeres Saudáveis São Vitais

Quando você tem um nível saudável de autoestima (não se odeia, mas também não é narcisista), então você achará mais fácil esquecer de si mesmo.

Você só vai pensar no seu dedo do pé se ele estiver doendo ou se você for obsessivamente orgulhoso dele — caso contrário, ele pode cuidar de si mesmo.

É o mesmo com o seu senso de si mesmo.

Todos nós precisamos nos envolver em atividades que apreciamos e em que possamos “nos perder” regularmente.

A saúde física e mental de alguém, em certa medida, pode estar diretamente relacionada como a “autorreferência” deles em sua conversa — conforme as pessoas se tornam mais saudáveis, elas usam a palavra “eu” menos, da mesma forma que quando seu joelho para de doer, você não precisa esfregá-lo mais.

As pessoas devem ser encorajadas a focarem a atenção para longe de si, e isso se torna mais fácil quando elas tiverem alcançado suas próprias necessidades emocionais básicas de maneira saudável.

Todos nós amplificamos algumas partes da nossa experiência e minimizamos outras.

Mas se temos o hábito de fazer isso ao expandir as coisas ruins e vinculá-las à autoestima enquanto menosprezamos as coisas boas, distanciando coisas positivas da autoestima, então não é ser preciso um cientista de foguetes (ou até mesmo um psicólogo) para ver que a baixa autoestima aparecerá.

 

9) Faça o Máximo do Sucesso

A baixa autoestima exige uma determinada atitude para o sucesso.

Sempre que você tiver sucesso em alguma coisa, você deve descrevê-lo como boa sorte, acaso ou a responsabilidade de outra pessoa.

Para obter uma visão mais realista de si mesmo, você precisa levar o crédito apropriado para o seu sucesso.

No Treinador de Autoconfiança, nós chamamos essa habilidade de “Conversão”.

Isso envolve aprender a converter sucessos reais em declarações sobre o seu eu.

A outra parte da imagem é ver falhas percebíveis como declarações temporárias e não como manifestações de sua “identidade principal”.

Quando você para de descontar as coisas que vão bem e magnificar outras coisas que não vão tão bem, você fica menos propenso a ficar deprimido ou sofrer de baixa autoestima.

Período.

O tratamento para a baixa autoestima deve consistir em um equilíbrio entre ensinar um novo pensamento e novas habilidades emocionais e comportamentais.

Em última análise, um equilíbrio saudável deve ser incentivado, assim como o desenvolvimento de competências práticas reais, como ser assertivo e construir uma vida social.

 

10) Não é apenas a respeito do Pensamento Positivo!

O pensamento positivo pode ser útil na medida em que o desafia a formar uma opinião diferente sobre as coisas.

No entanto, na maioria das vezes ele só tem a forma de discussão com você mesmo, e como vimos a partir do ponto 4  acima, isso não funciona.

A baixa autoestima pode nos conduzir a comparar-nos constantemente e de forma negativa com outras pessoas.

Conforme a autoestima aumenta para um nível saudável, você vai descobrir que precisa fazer com bem menos frequência.

Para alterar sua autoimagem e melhorar a baixa autoestima, você precisa acreditar em uma opinião alternativa de si mesmo através da experiência, não basta repetir platitudes a respeito do quão maravilhoso você é realmente!

Afinal, nas palavras de um sábio:

“Se você não for para si mesmo, então quem mais vai ser?”

Artigo Original : http://www.self-confidence.co.uk/articles/top-ten-facts-about-low-self-esteem/

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